sexta-feira, 29 de março de 2013

Por algum motivo, a Vivo me deve dinheiro

Há 21 meses sou cliente da Vivo e nesse período já paguei a ela por volta de 2 mil reais. Até o dia 6 de março, meu "relacionamento" com a empresa estava indo tão bem que já acessava mais a internet do smartphone que do computador de casa. Nesse dia, porém, meu aparelho perdeu a conexão de repente. Passei o dia 7 todo na rua, em parte tentando ajuda com o atendimento telefônico da Vivo. Quando finalmente fui atendida, me deixaram 20 minutos na espera para perguntar depois qual seria o outro número disponível. Sim, pois para continuar o atendimento eu teria que desligar meu celular e seguir as instruções do atendente por outra linha. Mas eu estava na rua e só tenho um aparelho celular... A moça então me orientou a enviar um SMS para 8090. Em seguida eu receberia um SMS em resposta, com as orientações necessárias. 

Enviei vários e não recebi nenhum tipo de retorno. Assim, entrei em contato com a ouvidoria da empresa, a quem detalhei o caso. O atendente me avisou que eu teria um retorno em até oito dias úteis. Não houve retorno algum. Assim, no dia 13 de março, às 11:46, enviei um e-mail para o atendimento: 

Estou sem internet no meu telefone desde o dia 6 às 20 horas, ou seja, há uma semana. Tentei atendimento diversas vezes e tenho oito protocolos. O último foi 20131420976191. No entanto o problema permanece o mesmo e recebi minha conta em casa como se nada estivesse acontecendo. Não é correto que a operadora efetue esta cobrança, pois não prestou o devido serviço.

Resposta:
Olá, Ana.  Sou Jean Wendell, analista da Vivo e estou retornando o seu email de 13/03/2013, referente à linha (21) XXXX-XXXX.Para ativar a configuração automática da internet basta enviar um SMS para o número 8090 com a palavra “VIVO” (todas as letras maiúsculas), caso o problema persista peço gentilmente o retorno do contato informando a marca e modelo do aparelho.

Esgotadas minhas esperanças de comunicação com a empresa de telecomunicações, enviei outro e-mail indagando como me desligar do plano. Simples: só pagar 200 reais. Preferi pagar a mensalidade de 115 reais e procurar o Procon. 

Liguei para o número disponível na internet e fui orientada a comparecer ao posto da Central do Brasil. Perguntei se não havia um atendimento prévio, online ou por telefone, mas eu tinha mesmo que ir pessoalmente com os documentos pertinentes à queixa. Cheguei ao posto anteontem por volta de meio-dia e fui informada de que as 40 senhas disponíveis para aquele dia já estavam esgotadas. E não adiantava voltar lá porque o posto entraria em obras. "Mas a sra. pode tentar em Ipanema, Bangu ou São João de Meriti". Aproveitei para conferir se não havia como adiantar o meu lado via internet ou telefone. A atendente do balcão de informações do Procon me disse que não sabia informar. 

Lembrei que podia aproveitar a viagem para descer na estação de metrô Carioca e passar na loja Vivo do shopping Avenida Central. Lá, um simpático rapaz imediatamente mexeu em algumas teclas do meu aparelho, que no ato voltou a se conectar. Mas qual era o problema?, perguntei. "Por algum motivo, o celular da sra. desconfigurou". 

Por algum motivo, a Vivo me deve dinheiro.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Memórias da 1a. edição (1 de 3)

Nova edição na gráfica!
Publicar meu primeiro livro era um sonho muito grande e ainda me lembro de abrir o pacote que trazia este Meninas inventadas. A maior alegria em anos. Para sempre, uma das maiores alegrias. 

O projeto gráfico foi da Ilana Braia e os desenhos, de Bruno Maron. Eu amei... As cores na capa, os gestos desenhados, o batom, a bola e o espelho... O título dançava pra mim e meu nome brilhava. Para sempre, uma das maiores alegrias!
Um ano depois chegou a etiqueta que, como disse a querida Hanna Melo, é o tipo do detalhe que faz toda diferença: "finalista do Prêmio Jabuti 2007". Eram finalistas comigo, na categoria juvenil: Bartolomeu Campos de Queirós, Lygia Bojunga, Manoel de Barros e Moacyr Scliar. 

Obrigada à turma que trabalhou na realização deste grande sonho: Andrea Marques, Bruno Maron, Cristina Portela, Elio Demier, Gabi Back e, especialmente, Ilana Braia. Por  fim, compartilho meu carinho por esta menina de bruços na contracapa do volume. Não é linda?

sexta-feira, 1 de março de 2013

Texto do release de Meninas Inventadas



Uma visita inesquecível às angústias e delícias das adolescentes contemporâneas
 Escrita Fina lança nova edição de ‘Meninas inventadas’, elogiado livro de estreia de Ana Letícia Leal

Camila quer ser uma atriz famosa, mas, por enquanto, ajuda o pai numa loja de pães de queijo. Carol não entende porque sua melhor amiga começa de repente a se afastar. Ludmila se acha gorda. Janaína já tem 15 anos e nunca beijou na boca – mas o que a incomoda mesmo é a sua pele. Diante da notícia de que vai ganhar um irmão, Clara só pensa numa coisa: não quer ter que dividir o quarto com ninguém. Estas são algumas das personagens retratadas em Meninas inventadas, o livro de estreia de Ana Letícia Leal que acaba de ganhar uma nova edição pela Escrita Fina.

Não à toa, a obra foi uma das dez finalistas do Prêmio Jabuti de 2007, e arrebatou elogios da crítica. Com um misto irresistível de delicadeza, criatividade e bom humor, apresenta flagrantes das angústias e das aventuras cotidianas tão comuns às adolescentes contemporâneas.

A paixão não correspondida pelo colega de escola, a indecisão diante do guarda-roupa e de qual carreira escolher, o sentimento de inadequação no mundo, as dúvidas quanto à etiqueta sexual – Meninas inventadas passeia de forma sensível e divertida pelos temas que permeiam essa fase tão intensa na vida de toda mulher. Narrados em primeira pessoa, são relatos que acontecem na sala da terapeuta, nas páginas de um diário, na tensa conversa com a amiga de classe ou mesmo dentro de um automóvel, onde uma mãe revela como também foi, um dia, uma adolescente cheia de inseguranças e sonhos.

Distante de qualquer indício de pieguice ou senso comum, Ana Letícia Leal visita o universo feminino juvenil atenta à gama de sutilezas que o torna tão complexo, tão intricado e, por isso mesmo, uma matéria-prima tão rica para a literatura. Sua linguagem é descontraída, em sintonia com as gírias e modismos. Ao mesmo tempo, não se permite escorregar em nenhum momento em simplificações ou condescendências – risco tão comum na literatura para essa faixa etária. Pelo contrário. Meninas inventadas lança um olhar astuto e original para temas que, apesar de tão comuns a jovens do mundo todo, são naturalmente escorregadios e difíceis.

Na nova edição, o texto de Ana Letícia ganha a companhia luxuosa das ilustrações de Cecília Murgel, artista conhecida pelos desenhos delicados que retratam meninas em poses lúdicas, e também recebe o elogio da grande escritora Lygia Bojunga, cuja opinião abalizada apresenta-se como texto de quarta capa.