sexta-feira, 1 de março de 2013

Texto do release de Meninas Inventadas



Uma visita inesquecível às angústias e delícias das adolescentes contemporâneas
 Escrita Fina lança nova edição de ‘Meninas inventadas’, elogiado livro de estreia de Ana Letícia Leal

Camila quer ser uma atriz famosa, mas, por enquanto, ajuda o pai numa loja de pães de queijo. Carol não entende porque sua melhor amiga começa de repente a se afastar. Ludmila se acha gorda. Janaína já tem 15 anos e nunca beijou na boca – mas o que a incomoda mesmo é a sua pele. Diante da notícia de que vai ganhar um irmão, Clara só pensa numa coisa: não quer ter que dividir o quarto com ninguém. Estas são algumas das personagens retratadas em Meninas inventadas, o livro de estreia de Ana Letícia Leal que acaba de ganhar uma nova edição pela Escrita Fina.

Não à toa, a obra foi uma das dez finalistas do Prêmio Jabuti de 2007, e arrebatou elogios da crítica. Com um misto irresistível de delicadeza, criatividade e bom humor, apresenta flagrantes das angústias e das aventuras cotidianas tão comuns às adolescentes contemporâneas.

A paixão não correspondida pelo colega de escola, a indecisão diante do guarda-roupa e de qual carreira escolher, o sentimento de inadequação no mundo, as dúvidas quanto à etiqueta sexual – Meninas inventadas passeia de forma sensível e divertida pelos temas que permeiam essa fase tão intensa na vida de toda mulher. Narrados em primeira pessoa, são relatos que acontecem na sala da terapeuta, nas páginas de um diário, na tensa conversa com a amiga de classe ou mesmo dentro de um automóvel, onde uma mãe revela como também foi, um dia, uma adolescente cheia de inseguranças e sonhos.

Distante de qualquer indício de pieguice ou senso comum, Ana Letícia Leal visita o universo feminino juvenil atenta à gama de sutilezas que o torna tão complexo, tão intricado e, por isso mesmo, uma matéria-prima tão rica para a literatura. Sua linguagem é descontraída, em sintonia com as gírias e modismos. Ao mesmo tempo, não se permite escorregar em nenhum momento em simplificações ou condescendências – risco tão comum na literatura para essa faixa etária. Pelo contrário. Meninas inventadas lança um olhar astuto e original para temas que, apesar de tão comuns a jovens do mundo todo, são naturalmente escorregadios e difíceis.

Na nova edição, o texto de Ana Letícia ganha a companhia luxuosa das ilustrações de Cecília Murgel, artista conhecida pelos desenhos delicados que retratam meninas em poses lúdicas, e também recebe o elogio da grande escritora Lygia Bojunga, cuja opinião abalizada apresenta-se como texto de quarta capa.  

Um comentário:

  1. A história, pela forma como se apresenta, despertou-me curiosidade. E isso parte desde o título.

    A você, Letícia, sucesso.

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