sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não dá pra acreditar que é o Banco do Brasil...

Quando eu começava a faculdade, minha tia insistia que eu devia prestar concurso para o Banco do Brasil. Ela sempre acreditou no valor das instituições: o casamento, a propriedade privada, o Banco do Brasil e a Petrobras. Quanto a mim, um trabalho como esse era algo tão distante das minhas aspirações, que demorei a cogitar.
Tempos depois, minhas aspirações tinham-se abalado gravemente. Porque eu não conseguia pagar as contas. Não me inscrevi na prova para escriturário do Banco do Brasil, mas fiz concursos públicos para a área de Comunicação, uns dez ou doze. Passei em alguns e nunca fui convocada.
No fim de 2011, me tornei microempreendedor individual e precisei de uma conta para a empresa. Em 10 de novembro, entreguei a documentação ao Banco do Brasil e fui informada de que o processo demoraria cerca de 15 dias. Eu deveria aguardar um telefonema, antes de voltar à agência. Exatamente 15 dias depois, encontrei várias ligações não atendidas do banco no meu celular. Quando liguei de volta, me informaram ser impossível saber quem tinha me ligado. Fui à agência.
Após aguardar na fila do atendimento, me vi aguardando na mesa da pessoa que deveria me atender. Dizendo que não sabia atender pessoa jurídica, fora lá dentro buscar as informações. Demorou. Quando voltou, disse que o processo não tinha evoluído e que eu aguardasse uma nova ligação. Reclamei. Aguardei até chegar ao gerente de pessoa jurídica. Soube que eu já tinha uma conta, estava tudo certo, só não havia chegado o cartão magnético. Que voltasse em uns dias.
Voltei. Fila do atendimento. Atendente vai lá dentro em busca de informações. Retorna dizendo que meu cartão foi encaminhado para o meu endereço. Quando finalmente recebi o cartão, lembrei que não tinha a senha eletrônica (a senha do cartão eu tinha). Estava perto do Natal, agência lotada, encarei mais uma vez a fila do atendimento.
A pessoa que me atendeu era um amor e estava em treinamento. Tentou uma coisa e outra e tudo deu errado. Alguém veio ajudar e deu errado de novo. Não sei quantas vezes recitei meus dados. O gerente de pessoa jurídica finalmente chegou. Três funcionários me assistiram criar a senha eletrônica.
Em casa, não consegui acessar o sistema. Deixei passarem as festas e, no novo ano, voltei ao banco. Fila do atendimento. A pessoa que me atendeu não sabia o que fazer. Pediu informação pelo ramal. Imprimiu dois códigos para o meu primeiro acesso à conta via internet. Disse que a senha criada na minha última visita à agência não tinha função.
Sete filas só pra começar! Não dá pra acreditar que é o Banco do Brasil, mas é: agência do Bairro de Fátima, no centro do Rio de Janeiro.

4 comentários:

  1. Oi, Ana, imagino a sua via crucis.... eu tb virei MEI, mas acabei abrindo a minha conta na Caixa Econômica, porque lá durante o primeiro ano o MEI tem isenção das taxas. Foi bem mais simples, mas todo mês tenho que lembrar a gerente que a conta é isenta.....
    bjs
    Lucia

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  2. Anônimo 21/01/12
    Alguém consegue imaginar que a Gávea, bairro classe alta, não tem uma única agência do BB? Alegam que ainda não encontraram um imóvel para tal. Alguem deveria demitir todo o setor "responsável" e subcontratar o Santander que tem duas agências. Lidar com estatal é broca...
    bjs
    Gabriel F. Padilla

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  3. Realmente a burocracia no serviço público é angustiante.Tenho conta no B.Brasil,mas quando preciso de algo procuro pela gerente da minha conta na minha agência da Marechal Floriano, Centro.
    bjs
    Ana Maria

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  4. Oi Ana,

    Que loucura, hein? Também tenho conta no Banco do Brasil, mas sabendo dessa via crucis, vou sugerir a CEF para o MEI.
    Como já disse um amigo, só tendo mestrado em yoga para aguentar essa burrocracia.

    bjs

    Silvia

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