domingo, 2 de março de 2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Próximos cursos

NA ESTAÇÃO DAS LETRAS

Mergulho na memória
de 13 a 17/01, das 18h30 às 20h30 (10 horas/aula). Mais informações em http://estacaodasletras.com.br/mergulho-na-memoria/


NA CCE/PUC-RIO

Oficina de literatura infantil e juvenil: leitura e produção
a partir de 13/03, quintas, das 19h às 21h (24 horas/aula). Mais informações em http://www.cce.puc-rio.br/sitecce/website/website.dll/folder_curso?nCurso=oficina-de-literatura-infantil-e-juvenil

domingo, 16 de junho de 2013

Hora de parar

Ao iniciar este blog, em outubro de 2010, eu não imaginava ser tão frequente e pontual nas minhas postagens. No último mês, porém, pausei sem querer. E gostei. E achei que está na hora de parar. Pra depois voltar? Talvez. O certo é o que já foi e, se você gostou, que tal reler? E se você não leu... etc. Pra turma que escreve ou quer escrever, tenho quatro oficinas agendadas pra breve. Todas na Estação das Letras, que fica no Rio de Janeiro, bem perto da estação de metrô Flamengo:

Páginas da vida real: oficina de memórias. Intensivo de 29 de julho a 2 de agosto, comigo e Márcia Cristina Silva. Cinco aulas, de segunda a sexta, das dez ao meio-dia. Clique para mais informações. 

Autoficção: escrita e memória pessoal. Em quatro sábados, das 10h às 13h. De 31/08 a 28/09. Para mais informações, ligue 3237-3947 ou acesse www.estacaodasletras.com.br 


Páginas da vida real: oficina de memórias. Em oito segundas, das 10h às 12h. De 9/9 a 28/10. Para mais informações, ligue 3237-3947 ou acesse www.estacaodasletras.com.br 

Exercícios de autoficção: oficina literária. Em oito quartas, das 10h às 12h. De 2/10 a 27/11. Para mais informações, ligue 3237-3947 ou acesse www.estacaodasletras.com.br 


Obrigada! Até outra hora!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Memórias da 1a. edição (3 de 3)


Nova edição já nas livrarias!
 METÁFORAS DELICADAS DO COTIDIANO
Ana Letícia Leal mostra domínio da narrativa em Meninas inventadas

por Elaine Pauvolid

O Globo/Prosa e Verso
09/12/2006

        "Meninas inventadas, livro de estreia de Ana Letícia Leal, é composto por onze contos que podem ser lidos como metáforas dos acontecimentos reais do dia a dia, aproximando-se da crônica. A obra, dirigida ao público infantojuvenil, trata de temas como virgindade, homossexualismo, diferenças sociais e de cor de pele, tendo como pano de fundo a adolescência feminina.
       "No conto Nem preta, nem branca, Janaína se ressente por não pertencer ao grupo formado pelas pessoas de pele negra e nem ao de pessoas de pele branca, pois, segundo ela, situar-se-ia no meio caminho entre um e outro, queixando-se da denominação parda que traz na certidão de nascimento. Outro conflito é não ser rica nem pobre. Filha de professores e bolsista no colégio, sente-se pobre. Também não se insere no grupo dos pobres, que a acham rica. Nem uma coisa, nem outra, coloca-se numa espécie de limbo. Janaína também se mete numa enrascada ao ter que escrever uma redação porque, entre um pensamento e outro, vive se perdendo.
          "Todos os personagens principais são mulheres e se encontram. Enquanto num conto são protagonistas, em outro elas tornam a aparecer citadas apenas como amigas ou conhecidas. Na verdade elas se recontam. Sob novo prisma, ganham profundidade e se ligam uma a outra. Como na brincadeira de papel, onde, depois de dobrado, recorta-se uma boneca para em seguida desdobrá-lo e ver surgir várias bonecas de mãos dadas.
        "Em textos recheados de humor, Ana Letícia também mostra perícia no manejo da técnica do conto e da crônica e revela o dom de levar o texto num aparente silêncio.
          "A obra de estreia da escritora, finalista da primeira edição do concurso Contos do Rio, promovido pelo caderno Prosa & Verso - seu texto Sem minha filha foi publicado na coletânea Contos do Rio pela mesma editora Bom Texto, em 2005 - também pode ser relacionada com o único livro de contos de Lygia Bojunga, Tchau (1984). Em ambas, apesar da complexidade das personagens e dos temas abordados, não há espaço para nada que não a elaboração fina dos sentimentos citados sem a tentativa de convencer o leitor, nem de trazer personagens a julgamento.
          "O conto com o qual Ana Letícia participou do concurso Contos do Rio não é de literatura juvenil, o que importa dizer que está em aberto o caminho que ela vai seguir. Seja qual for, ela mostra ter qualidades suficientes para continuar seu sucesso, independentemente da categoria literária em que seja inserida."

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Memórias da 1a. edição (2 de 3)

Texto de Eliana Yunes para a primeira edição de Meninas inventadas. A nova edição já está nas livrarias e é ilustrada por Cecília Murgel.

1a. orelha, 1a. edição
"Ana Letícia Leal bem podia ser um nome inventado, quero dizer, uma menina inventada em graça e alegria. Mas é a inventadeira, quero dizer, a ficcionista. Finge bem a moça. Finge até que não é ela as meninas inventadas. Autobiográficas? Isto é gênero. As meninas adolescentes, patricinhas, deprimidas, anjos retos e tortos, vivendo nas sombras ou despudoradas na busca de um lugar ao sol, são quase como todas as adolescentes urbanas, filhas da pressa, da angústia precoce, da sede de afeto, dos sonhos pré-frustrados: Ana Letícia Leal, nome na capa, registrou Camila, Laura, Ludmila, Clara, Mariana, nomes das personagens, em câmera segura e cliques precisos.

"As estudantes, vivendo em um mesmo raio, provavelmente (juntos, os casos parecem contos, mas bem poderiam ser uma novela curta; ou um curta?), apesar das diferenças econômicas, se conhecem e rolam nas histórias umas das outras, com seus casos, e ficam. Ficam com o leitor. Rápidas pinceladas, frases enxutas, diálogos ágeis, seus tormentos diante do mundo, as crises, os conflitos, os vazios, as vaidades acabam por formar um painel arguto e compassivo do que se passa nos corações e mentes de jovens nada inventadas, atormentadas pelo não-sei-o-que-vou-fazer-da-minha-vida-agora, quando o peso do mundo desce dos ombros de seus pais e começa a pesar-lhes sobre as asas.

"As histórias tocantes, sem o menor travo piegas, são boas de ler para mães e filhas – umas para recordar, outras para espelhar, ambas para entender que a dor de crescer quando começa não acaba mais, nem tem remédio que não seja o de olhar a vida nos olhos e crer que ela vale a pena quando se é capaz de amá-la, sem medo.

"Se este é o livro de estreia de Ana Letícia Leal, imagine quando o nome deixar de ser ficção, quero dizer, quando atrás do nome aparecer em carne e osso a autora, leal à sua leitora. (Mas menino leitor também pode entrar.) Gente grande gostaria de ter escrito este livro. E também vai gostar de lê-lo."